Dicas para um acordo de divórcio

Dicas para um acordo de divórcio
janeiro 23 12:58 2013 Imprimir este Artigo
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Em seu trabalho como mediadora de conflitos no Fórum de Ponta Porã, no Mato Grosso Sul, onde atua na supervisão da Câmara de Mediação de Conflitos, e na cidade de São Paulo atendendo em seu escritório particular, Suely Buriasco acompanha o processo, quase sempre bastante doloroso, que é o momento do divórcio.

Na hora da separação os sentimentos se misturam: dor, mágoa, perda, raiva; o rancor de um projeto de vida a dois que não deu certo.

Para alguns casais a perda do vínculo é terrível.

Com tantos sentimentos misturados é natural que nasça o conflito. “Existem casais que se separam com certa tranquilidade mas, na maioria dos casos o que se vê é um sofrimento e uma raiva tão grandes, que a  chance da reconciliação é praticamente nula, infelizmente.”

Quando a separação é inevitável, Suely Buriasco apresenta algumas dicas que podem amenizar o sofrimento do casal:

1º) Separe razão da emoção: nesse momento o que vale é o racional, emoções podem causar danos ainda maiores. Uma das funções do mediador é auxiliar os envolvidos no sentido de separar os interesses, que realmente importam, da posição que é a postura da mágoa.

2º) Atenção com a comunicação: Qualquer palavra ou mesmo um gesto mau pensado pode fazer com que todo o esforço do entendimento se dissolva. O mediador facilitará o caminho de retomada do diálogo interrompido pelas mágoas e frustrações de ambos.

3º) Busque o consenso: Nada pode ser mais vantajoso do que um acordo construído juntos, representando o sistema “ganha-ganha” quando ambos saem satisfeitos. O consenso, além de ser mais econômico, é a maneira menos desgastante de resolver as questões práticas do divórcio.

4º) Legitime o sofrimento do outro: Você não está sozinho nisso, a separação é penosa para ambos os cônjuges, mesmo o que tomou a iniciativa. Mas algumas pessoas tem maior dificuldade de lidar com a dor e procuram meios de atingir quem considera o causador. Melhor mesmo é relevar o que não tem importância para o momento.

5º) Coloque os filhos em evidência: Quando existem filhos envolvidos todo o esforço para resolver com civilidade as questões práticas será necessário. Guarda, visitas, pensão… Muitos detalhes que podem emperrar a situação. Esteja atento para que o bem-estar de seus filhos sejam preservados; não aceite que eles sejam usados como desculpa para mais briga.

“O ideal seria que os casais buscassem o profissional da mediação de conflitos antes da crise se instalar, quando ainda existe a chance da reconciliação. Quando recebo no consultório um casal cheio de mágoas e ressentimento, através das técnicas de mediação, consigo abrir o diálogo e muitas vezes os resultados são magníficos. Em muitos casos conseguimos reverter a situação, o que sempre me deixa bastante feliz. Mas realmente existem casos em que a separação é inevitável e utilizar essas técnicas ajuda a amenizar a dor e faz com que ambos partam para uma nova vida, sem ressentimentos.”, afirma a mediadora.

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