Dilma, Tiririca, Quartim, Rosenfield e o jornalismo desonesto de nossa mídia

outubro 11 18:28 2010 Imprimir este Artigo
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Dilma, Tiririca, Quartim, Rosenfield e o jornalismo desonesto de nossa mídia

Inspirado no debate de ontem na Band, em que Serra foi reduzido ao que de fato é por Dilma, um pirulito de chuchu mais sem graça do que o testado por Alckmin, sou obrigado a repetir: estas eleições estão sendo as mais reveladoras e importantes da história do País. Mesmo que Serra ganhe, estará completamente desmoralizada (e espero que para sempre) essa parcela mais retrógrada da Nação (a maioria), formada pela ala rasa e burra da direita (99% da direita brasileira) e pela ala rasa e burra da esquerda (99% de nossa esquerda). Elas compõem a bancada da ingenuidade e da estupidez de má-fé que assola a cena brasileira. Seus principais representantes são a nossa mídia, que é criminosa (crime de lesa-humanidade), além de retrógrada e rasa; o capital nacional (o pequeno e o médio), que é de um despreparo irreparável; e os partidos de direita e de esquerda, em especial a Tucanagem Desvairada, que nestas eleições teve de esculpir todas as suas trapaças e tropeços no barro da política, obrigando-se a se desnudar e a tornar pública sua má-fé e crônica estupidez. Essa gente ainda não sabe (ou finge não saber) que a máquina pública (a política) é, em todos os países capitalistas, mero aparato de defesa e proteção do capital e que Lula e Dilma são hoje autênticos representantes do capital (portanto, do establishment), não José Serra. Não sabe (ou finge não saber) que a democracia e o estado de direito autênticos não existem em lugar nenhum, muito menos no Brasil, e que os que aí estão não passam igualmente de instrumentos de proteção e defesa do capital. Os mais novos partícipes dessa bolha de ingenuidade e estupidez de má-fé, em nossa mídia, são A. P. Quartim de Moraes, com quem trabalhei no Estadão, lado a lado, por mais de dez anos, e o filósofo Denis Lerrer Rosenfield. Artigos dos dois de hoje (11/10) no Estadão poluem a já poluída e triste página 2 do jornal, envergonhando ainda mais o jornalismo brasileiro, que nunca prestou, mas jamais havia se mostrado tão ingênuo e de má-fé e má-reputação quanto nestas eleições, em especial, nesses dois textos de Quartim e Rosenfield. É sobre tudo isso que vou falar agora.

Revista Veja – Órgão oficial da ditadura militar, que a gerou e a criou e alimentou com o melhor leite materno importado, a Veja esteve à frente da ditadura sempre que pôde. Apesar disso, nunca deixou de posar de santa moralizadora, defensora de instituições como o Estado de Direito, a democracia, a liberdade de expressão e até o aborto.

Desde sua fundação, jamais deixou de usar, na qualidade de mandante de seus crimes, jornalistas ingênuos e despreparados como os Diego (Mainardi e Escostesguy) e os Augusto Nunes da vida, entre tantos outros que não preciso citar. E agora acusa Lula e Dilma de ameaçarem tudo isso que a revista desrespeitou ao longo das últimas décadas: o Estado de Direito, a democracia e a liberdade de expressão, dizendo até que Dilma é a favor da legalização do aborto, que a própria revista já defendeu em suas páginas.

É o veículo brasileiro que mais teve liberdade para cometer delitos, especialmente os de lesa-humanidade, como acobertar e fazer verdadeiras campanhas em defesa dos atos da ditadura e, recentemente, escandalosas campanhas em favor da Tucanagem Desvairada, a maior representante da ala rasa, burra e retrógrada da direita brasileira.

Isto já era acentuado nos tempos de Victor Civita, mas tem sido mais com seu filho, Roberto Civita, no comando da revista desde os anos 90. Hoje, Veja se faz passar por inocente dinossauro troglodita, daqueles que desconhecem a vinda do asteróide que irá acabar com sua espécie, e protege e defende o que há de pior e retrógrado no País, assegurando que tudo irá bem se o Brasil votar em seus candidatos.

Impossível enumerar aqui todos os crimes de Veja. Vou citar apenas dois: se FHC tivesse sido candidato do PT nos dois pleitos que o elegeram, a revista teria devassado a vida desse mesmo FHC, muito antes do primeiro mandato. Teria mostrado que, ateu, FHC tinha-se mostrado homem de “mil caras”, ao se apresentar como ex-ateu e religioso só para ser eleito. Tinha mostrado ao Brasil que se tratava de personalidade perversa, que além de ter escondido seu ateísmo, era pai de filho ilegítimo.

E, se FHC tivesse sido eleito em seguida como candidato do PT, a revista teria feito o mesmo que faz agora com Dilma. Teria denunciado a escandalosa maneira como foram feitas as privatizações, teria escancarado o escândalo que foi o mesmo FHC ter protegido e acobertado o próprio filho no caso do Proer. Teria se refestelado com o escândalo que foi a compra de votos para fazer passar a emenda do segundo mandato. Não teria sobrado pedra sobre pedra.

A revista teria “provado”, enfim, já no primeiro mandato, que FHC não passava de bandido e que havia feito o “GOVERNO MAIS CORRUPTO DA HISTÓRIA DO PAÍS”. Como FHC sempre foi o seu candidato, Veja deixou para fazer isso mais tarde, com Lula e Dilma.

Não importa que FHC tivesse tanto telhado de vidro (acabou sendo rejeitado até por Serra e todo o PSDB, na atual campanha). Criminosamente, a revista nunca levantou a menor suspeita sobre o então candidato de sua preferência. Acobertou todos os escândalos de seu governo, marcado por corrupção muito mais grave do que a dos dois mandatos de Lula. Dava as Páginas Amarelas a FHC para explicar por que ele tanto impedia a abertura de CPIs, o que marcou substancialmente seus dois governos.

O mesmo se pode dizer de Marina, essa invenção pré-fabricada pela Tucanagem para tirar votos de Lula. Se Marina tivesse ficado no PT e fosse agora a candidata deste partido no lugar de Dilma, Veja teria sido implacável com essa mesma Marina que aí está. Nem consigo imaginar o que não diria Veja de Marina se assim fosse, dessa mesma Marina que a revista agora acaricia, para que continue tirando votos de Dilma.

Com José Serra, o mesmo. Se ele fosse do PT, nem estaria mais na política. Esse mesmo Serra, igualzinho ao que é hoje, já teria sido serrado feito picadinho, para dar inveja a Jack. De esquerdopata-comunista a cão policial molestador de estudante e defensor do aborto e da maconha (por culpa de FHC), Serra já estaria no limbo. A revista é a maior especialista do Planeta em achar os podres daqueles que não lhe interessam e de acobertar os dos que lhe interessam. E chama a isso de jornalismo honesto e competente e de prática correta da liberdade de expressão.

Rede Globo – Tão criminosa quanto os demais grupos de comunicação. Não preciso revelar aqui como se formou. Há filme contando tudo, que a Rede Globo, baluarte da liberdade de imprensa, já tratou de enterrar no cemitério da história. E que só virá à tona quando a Globo passar para o lado de lá e começar a defender candidatos como Dilma e Lula, ou seja, nunca. Se isto por ventura um dia acontecer, é óbvio que os adversários (Edir Macedo nem hesitaria) desenterrariam todos esses podres da emissora.

Entre seus maiores crimes — incontáveis, vale frisar —, cito o da edição daquele debate entre Collor e Lula. Lula vinha bem nas pesquisas e ameaçava alcançar Collor, quando então a Globo editou o debate de tal maneira que Lula fosse transformado num crápula (queria que a mãe de sua filha abortasse, com denunciara Collor) e num bobinho que não segura um debate diante de toda a inteligência de um homem preparado como Collor. Hoje, ninguém mais se lembra disso, nem de que foi a Globo que elegeu Collor. Atualmente, o que se sabe é que a Rede Globo é uma de nossas grandes defensoras do Estado de Direito, da democracia e da liberdade de expressão.

Grupo Folha – O órgão de imprensa mais insidioso da Nação. Participou ativamente do Golpe de 64, ajudava a transportar os presos políticos para as sessões de tortura, em seus veículos que entregavam jornais aos assinantes. Está envolvido até o pescoço em assassinatos de presos políticos e em vários escândalos de corrupção, como protagonista. Apesar disso, é hoje outro baluarte da democracia, do Estado de Direito e da liberdade de expressão. É a nossa mídia mais moralizadora.

Estadão (o centenário O Estado de S. Paulo) – Trabalhei durante 14 anos no Estadão, onde fui até editor. Dele, posso falar com total conhecimento de causa. Ainda é o melhor jornal do País, o que não quer dizer que seja um bom jornal. O Estadão participou ativamente do Golpe de 64, foi um de seus mais efetivos mentores. Depois, durante a ditadura militar, voltou-se contra a censura, que não deixava o jornal publicar algumas matérias e artigos (tenho na memória as receitas de bolo publicadas no lugar dos textos censurados).

Mesmo combatendo a censura, valeu-se da ditadura militar para não ir à bancarrota. A construção do imenso prédio na Marginal do Tietê levara o jornal a contrair dívida em dólar praticamente impagável. Apelou por uma ajuda amiga da ditadura militar e esta veio da forma de benesse: medidas de âmbito ministerial, em plena ditadura, fizeram com que o jornal se salvasse financeiramente e se reabilitasse. O que, a bem da verdade, não condeno e apoio até hoje, pois o Estadão é a única coisa que ainda presta (um pouco) no jornalismo brasileiro. Já pensou nossa mídia hoje ainda por cima sem o Estadão?

Quando escrevi uma peça teatral denunciando essa ajuda amiga dada pela ditadura, fui demitido pelo jornal. Desde sua fundação, há mais de cem anos, o Estadão tem o sido, em nossa mídia, o maior baluarte da democracia, do Estado de Direito e, sobretudo, da liberdade de expressão. Nem por isso, mudou os hábitos internos no que diz respeito à liberdade de expressão: acaba de demitir a psicóloga Maria Rita Kehl pelo mesmo motivo. Kehl teve o atrevimento de, em sua coluna, dizer o que pensa e defender causas contrárias às apoiadas pelo Estadão.

Embora seja o melhor jornal brasileiro, faz cada vez mais jornalismo criminoso. Fez, por exemplo, campanha aberta contra Lula antes e durante os dois mandatos, embora isto seja proibido por lei, por ferir a Constituição e a própria liberdade de expressão. E agora faz campanha aberta contra Dilma até nas cartas dos leitores e nos obituários, com a ajuda de jornalistas que estão entre as piores cabeças da ala mais rasa e burra da mídia de direita, de Daniel Piza aos mais assíduos colaboradores do jornal, como João Mellão Neto, Eugênio Bucci, Miguel Reale Jr., Mauro Chaves, Demétrio Magnoli e, mais recentemente, A. P. Quartim de Moraes e Denis Lerrer Rosenfield, sobre quem passo a falar agora.

O despreparo e a má-fé de Quartim

O Estadão de hoje (11/10) publica na Página 2 artigos de A. P. Quartim de Moraes (“Tiririca, populismo e despolitização”), em que avalia a vitória de Tiririca, e de Denis Lerrer Rosenfield (“Política e valores”). Me bateu uma tristeza… Os dois artigos provam: a defesa do estado de direito, da democracia, da liberdade de expressão e de todas as instituições e valores e princípios que regem a sociedade, pelo Estadão, vai só até a Página 2.

Quartim não é o jornalista mais lúcido que conheço, mas tem certo preparo. Em recente troca de e-mails com ele, falamos sobre essa verdade de a política, as instituições, os princípios e os valores em voga não passarem, hoje, de mero aparato de defesa e proteção do capital. Falamos de não existir democracia autêntica nem verdadeiro estado de direito em lugar nenhum no Planeta. Se não concordou, também não discordou, mas demonstrou ter entendido. Não é que no artigo dele, Quartim demonstra desconhecer tudo isso (ou finge não saber), para me sair com essas duas pérolas:

“… se o próprio presidente (Lula) se acha no direito de desmoralizar as principais instituições republicanas, ao tentar subjugar o Congresso Nacional e o Poder Judiciário, aparelhar partidariamente o Estado, tentar desmoralizar os tribunais de contas, ameaçar partidos oposicionistas de “dizimação”, tratar com absoluta indulgências os companheiros notoriamente envolvidos em corrupção, atacar a imprensa porque denuncia essa corrupção, enfim, se o presidente (Lula) pode… avacalhar tudo, porque não poderia o palhaço Tiririca avacalhar uma eleição se apresentando como “abestado” e fazendo piada com o exercício democrático do voto?”

Qual é o ingênuo que acredita ter sido Lula capaz de fazer tudo isso, Quartim? Desmoralizar as instituições republicanas, essas mesmas que estão a serviço do capital? Quando um presidente conseguiu tal façanha, no mundo capitalista? Ainda mais Lula, que nunca teve apoio nenhum da grande mídia e foi, do ponto de vista capitalista, o melhor presidente que o Brasil jamais teve. E onde Lula “desmoralizou as instituições republicanas” e subjugou o Congresso e o Poder Judiciário? Acho que não vimos o mesmo jogo de futebol, Quartim.

Não me diga que Lula teve todo esse poder? Não acredito. E essa de aparelhar partidariamente o Estado? Se conseguiu, Lula é mesmo um gênio. Não sabia que ele tinha tantos poderes assim. Aparelhar o Estado partidariamente é ter feito o que todos os presidentes fizeram, principalmente FHC, e é o que você acaba de fazer no seu artigo, todo partidariamente aparelhado. A diferença é que, com vocês, foi muito fácil, pois não tinham a mídia contra, pelo contrário, está sempre a favor, estimulando.

E agora me vem você com esse artigo todo aparelhado partidariamente (e de forma grotesca, porque com o verniz de algo politicamente correto) para afirmar que Lula errou por fazer o que todos os presidentes fizeram (aparelhar partidariamente o Estado) e o que você também acaba de fazer nesse seu artigo.

E essa de Lula ter atacado a imprensa porque ela denunciou a corrupção em seu governo? Aí, é má-fé, Quartim. Você, tanto quanto eu, está há mais de 40 anos na mídia e sabe muito bem o que são a mídia e nosso Estadão. Sabe que a mídia, inclusive o Estadão para o qual escreve agora, já atacou você pessoalmente. Mais do que um crime, é uma vergonha o que a mídia fez com você na época e o que ela fez nestas eleições com Lula e Dilma, você sabe muito bem.

Ainda assim, você troca de camisa e acusa Lula de ter atacado a imprensa? A imprensa então é inatacável? Você já sofreu barbaridades nas mãos dessa mesma imprensa criminosa, mas, como escreve para ela, muda agora de lado e se põe a defender o indefensável, que você sabe muito bem ser indefensável? Pare com isso, Quartim. Desconhecimento ainda passa, mas má-fé e desvio assim de caráter é inaceitável.

Outra pérola encontrável no texto de Quartim:

“Governos não são abstrações, aparatos impessoais e ascéticos. Governos são os homens que os dirigem. É a formação desses homens, seus valores, que qualifica os governos. Sem eles, não existe verdadeiro desenvolvimento.”

Não acreditei quando li isso, Quartim! Sim, governos são os homens que os dirigem, mas em todo o mundo capitalista a serviço do capital, dos valores do capital, dos princípios do capital, da lógica do capital. E você está careca de saber disso. Faz toda essa concessão ideológica agora e partidariza todinho o seu artigo, virando burrinho e ingênuo, só para defender a Tucanagem? Será que me enganei a vida toda com relação a você? Tá precisando de um exame de consciência, Quartim. Abra os olhos. Não sei se a história absolverá você.

Vamos agora ao despreparo e à má-fé de Rosenfield

Conheço Denis Lerrer Rosenfield pessoalmente. Cursou a Sorbonne. Já está careca de saber que a política não é a panaceia para todos os males, é apenas instrumento público de defesa e proteção do capital. Sabe muito bem que os valores e princípios de nossa época são os impostos pela lógica do capital, desde a defesa da propriedade até a da liberdade de expressão. Enfim, não é possível que um sujeito que tenha cursado a Sorbonne não faça a menor ideia de que a política, a democracia, o estado de direito, a polícia e todas as instituições existam tão-somente como aparato de que se vale o capital para se conservar e se impor. Não obstante, aí vão algumas pérolas de seu artigo:

“Enquanto seus adversários se contentavam em mostrar obras, disputando pela competência gerencial, a candidata verde (Marina, a quem Rosenfield elogia no artigo) adotou outra via, a de mostrar que a política se faz com princípios e valores. …Ou seja, ela (Marina) colocou o dedo na ferida: política não é apenas administração de obras, mas comprometimento com valores, com discursos de esperança válidos.”

Não é possível que você seja tão ingênuo a ponto de achar que a política se faz com princípios e valores e que Marina é a última palavra em comprometimento com valores e discurso de esperança. Ou você virou burrinho de repente ou está agindo de má-fé, em defesa de algum interesse partidário.

Outra pérola de Rosenfield:

“Esses dois últimos episódios (“ataque à liberdade de expressão por parte de Lula” e as “quebras do sigilo fiscal na Receita Federal de personalidades tucanas e de familiares de José Serra”) expõem uma falta de adesão a valores no atual governo (de Lula), no primeiro mostrando completo desprezo pelos direitos individuais mediante a invasão de privacidade de cidadãos, o segundo exibindo o total descaso com a moralidade”.

Não acredito que a Sorbonne tenha feito de você, Denis, essa alma pura e ingênua. Falta de adesão de Lula a quais valores, no atual governo? Lula e também Dilma já deram provas mais do que suficientes de que aderiram a todos os valores em voga, inclusive em carta aberta aos brasileiros. Em oito anos de governo, não vi nenhum deles desrespeitar a ordem, os valores, os princípios e o progresso. Por isso, são os candidatos do capital, do establishment, e você sabe disso, porque já lhe escrevi a respeito. Os dois são os mais novos defensores do capital na política, não sabia?

Além disso, atacar a imprensa não é atacar a liberdade de expressão, confusão que um filósofo saído da Sorbonne não pode mais fazer, a não ser que esteja mal-intencionado e agindo deliberadamente de má-fé. É o seu caso?

Custo a acreditar que alguém saído da Sorbonne seja partícipe dessa bolha de ingenuidade e estupidez de má-fé em que se transformou nossa mídia. Mas não tenho saída: só posso concluir que ou você virou burrinho de repente, sem motivo nenhum aparente, ou está agindo de má-fé, desrespeitando, em seu artigo, todos os valores e princípios que nele defende.

Hoje, abri os jornais e vi a quantas anda nossa liberdade de expressão, essa que, segundo você, Lula ameaçou. Serra pensou que iria encurralar Dilma no debate, mas foi reduzido a traque, desses que a molecada solta no Dia da Criança. Nenhum veículo de expressão sequer fez menção ao baile que tomou o ex-governador. A lavada passou em branco, em nome da tão decantada liberdade de expressão, que Lula tanto ameaçou, segundo seu artigo.

Como debates não repercutem mais, ainda não sei se Serra perde esta eleição. Mas se debate mudar um pouquinho o curso dos candidatos, Serra ainda vai apanhar muito e perder mais pontos na corrida presidencial, para tristeza dessa sua mídia (baluarte da democracia) e da ala rasa e burra da direita à qual você acaba de se integrar de vez. Também não sei se a história absolverá você.

Abração a todos, Tom Capri.

Texto enviado pelo autor
www.virobscurus.com.br,
http://www.virobscurus.com.br/secao.asp?id=1&c_id=178.

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  1. Kima
    outubro 11, 19:56 #1 Kima

    Por isso leio sempre os textos do Tom Capri, jornalista sério e sem papa na lingua, vomita verdades e isso incomoda seus pares. Volta e meia abre seu bauzão recheado de lembranças. Sobre o debate na Band que deixou Serra abatido pena que a midia de Sampa não tem interesse em aceitar isso. Mas é assim mesmo, moribundos em fase terminal nao falam nada mesmo. Mas a internet a noticia corre as pencas. Parabéns Tom!

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