Fim do túnel?

março 18 11:06 2017 Imprimir este Artigo
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Fim do túnel?
O mercado financeiro reduziu mais uma vez a projeção para a inflação deste ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 4,64%.
No Boletim Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central (BC) com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos, a projeção para a inflação está bem próxima do centro da meta, que é 4,5%. Para 2018, projeta 4,5%.
De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), também há bons resultados no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que de dezembro de 2016 para janeiro de 2017 subiu de 73,1 pontos para 79,3 pontos, maior alta desde janeiro de 2006.

 
O índice de Confiança Empresarial (ICE) também subiu, foram 3,8 pontos entre dezembro e janeiro, alcançando 82,3 pontos. Outra elevação no mesmo período foi no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), saindo de 72,9% para 74,6% – ainda distante da média histórica, que é 79,1%.
Entretanto, a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 foi reduzida de 0,50% para 0,49%. Por outro lado, a projeção para o ano que vem melhorou e economistas agora falam em uma expansão de 2,25%, ante 2,20% na semana anterior. Estes números resultam do maior controle fiscal, de medidas que alteraram o artificialismo de preços anteriores e revelam uma penosa reconstrução da confiança.

 
São números que podem ser considerados animadores, mas que não garantem a volta do poder de consumo e as vagas para 12 milhões de brasileiros desempregados. É preciso que o Governo Federal persista no rigor fiscal e que sinalize compromisso com a retomada econômica, determinando medidas microeconômicas que fortaleçam os negócios e o consumo.
A diminuição, em novembro de 2016, da taxa Selic de 14% para 13,75% foi muito positiva. Em janeiro, mais uma redução, desta vez para 13%. Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 em 9,5% ao ano e 2018 em 9% ao ano. Esse corte dos juros em ritmo mais acelerado foi muito bem recebido.

 
Preocupa neste instante a questão cambial. Após uma desvalorização do real, obtivemos significativo avanço do superávit comercial, nossas exportações cresceram. Agora com o dólar na casa de R$ 3,20/R$3,10, para mim parece evidente que precisamos evitar uma valorização do real que comprometa nossa competitividade.
Mas é preciso que o governo de Michel Temer vá além. Agora com seu partido, o PMDB, presidindo tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal, é hora de colocar em pauta as reformas trabalhista, política, fiscal e previdenciária.

 
É preciso mais do que nunca empenho nas mudanças estruturais profundas e corajosas, atacando pontos importantes que hoje inibem o nosso crescimento econômico.
O Brasil necessita de estabilidade política e regras estáveis para ser atrativo ao mundo, voltar a atrair investimentos estrangeiros por meio de privatizações, concessões e parcerias público-privadas.
Isto cria condições para alterar a deplorável situação dos orçamentos das famílias brasileiras – endividadas e sem condições de saldar seus débitos.
Depois de anos de crise, parece que finalmente vislumbramos o “fim do túnel”, que a luz da estabilidade e as reformas estruturais orientem os próximos passos.
08/02/2017

Arnaldo Jardim é secretario de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e deputado federal – PPS/SP (licenciado)

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