Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792 e transformado no primeiro herói brasileiro

abril 21 07:59 2010 Imprimir este Artigo
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Presidente da UGT destaca relação entre Tiradentes e a luta do trabalhador

O feriado nacional de 21 de abril presta homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792 e transformado no primeiro herói brasileiro. Na opinião de Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), o herói representa a luta do povo brasileiro contra a espoliação de seus direitos e contra a opressão econômica através da história.
“Tiradentes sofreu por ter sido identificado pelas autoridades portuguesas como líder da Inconfidência Mineira, um dos primeiros movimentos organizados pelos brasileiros em busca da independência do país”, lembra Patah.
“Entre os revoltosos, ele é quem mais representava a figura do povo brasileiro na época: pobre. Um simples alferes (cargo militar semelhante ao de tenente) que antes foi tropeiro e minerador e complementava sua renda com o ofício de dentista. Não é muito diferente do que é submetido, hoje, o trabalhador brasileiro”, completa.
História
No século 18, o Brasil colônia sustentava Portugal, a metrópole, graças à extração de ouro e diamantes, descobertos principalmente na região que ficou conhecida como a das Minas Gerais. Nessa região surgiram várias cidades ricas e importantes, como Vila Rica (atual Ouro Preto), Sabará e São João Del Rei, entre outras.
Mas os veios de ouro começaram a se esgotar. Para combater a queda na arrecadação de impostos, Portugal instituiu a “derrama”, que era a cobrança forçada. O que faltava em ouro era completado com bens tomados à força dos brasileiros, com toda sorte de abusos e violência.
Nessa oportunidade os revoltosos planejaram antecipar o grito de independência, sair às ruas e tomar o poder. Sonhavam fundar universidades, diminuir as desigualdades sociais e acabar com a opressão. Foram traídos por um dos seus – em troca do perdão de dívidas – e o sonho da independência foi adiado por mais de 30 anos quando, ironicamente, chegaria pela ação do príncipe português Dom Pedro II.

Fonte:
Marcos Alexandre Oliveira, da Redação da UGT
11 6586 8333

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