Mais uma vítima da maldição do Exame de Ordem

Mais uma vítima da maldição do Exame de Ordem
julho 12 22:11 2012 Imprimir este Artigo
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Em 2007, o então Senador Demóstenes Torres, em um de seus discursos, antes que a sociedade tivesse conhecimento da existência da cachoeira no Lago Paranoá em Brasília, mostrando ser um ícone da decência política disse: “É intolerável sob qualquer critério que o presidente utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes”

No entanto ele usou a estrutura funcional do Congresso, para cometer um crime gravíssimo que condenou centenas de milhares de brasileiros inocentes ao desemprego e a miséria com seu parecer que rejeitou a PEC 01/2010, destruindo a esperança do trabalho digno dos bacharéis em direito de todo o país.

Se sentindo o máximo com tantos elogios recebidos do presidente da OAB e se achando superior no Senado Federal, talvez tenha sido essa a razão que no mesmo ano ele declarou: “A imagem do Senado, hoje, é de um pau de galinheiro”. Com isso, deixou claro aos demais senadores, que aquela casa era composta por “galinhas” no poleiro, onde ele era soberano, ou seja, dono do galinheiro. Enganou-se.

Isso sem contar que naquele mesmo ano, descaradamente afirmou: “Realmente, os políticos estão perdendo a vergonha na cara”, com se ele a tivesse.

Em 2008, quando ele disse: “Aqui não é Fla x Flu, é uma casa de leis”. Com certeza, se sentindo um corintiano e acreditando no jogo da política, quis mostrar superioridade no campeonato do poder e levantar a taça “libertadores dos corruptos”.

Ao dizer em 2009 em seu discurso: “Defendo sempre a expulsão sumária”, se referindo à expulsão dos bandidos de colarinho branco do poder, ele sabia que ao defender os interesses da OAB, arquivando a PEC 01/2010, estaria expulsando sumariamente centenas de milhares de bacharéis em direito, inocentes, do mercado de trabalho.

Acreditando na impunidade e sendo perverso com tanta hipocrisia, em 2009 disse em outro discurso que: “O Presidente da República, é o pizzaiolo, e a pizza vem sendo servida pelos Senadores do Conselho de Ética”. Sendo que ele, sem separar o joio do trigo, preparava a maça da pizza que o intoxicaria em 2012.

Cercado de grandes amizades que o elogiavam perante seus discursos e influencias que traziam bons frutos, ou seja, benefícios, em 2010, o então Senador Demóstenes Torres, foi convidado para redigir o prefácio de um livro editado pela OAB, em comemoração à Lei da Ficha Limpa, onde, no texto, após elogiar a atuação da entidade no processo de aprovação da lei, Demóstenes Torres afirmou: “Por causa da nova lei, a nação vai conquistar muito, pois o volume de recursos para beneficiar a população é inversamente proporcional ao número de bandidos abrigados na vida pública.” Mal sabia Demóstenes que, nem a carteira “vermelhaça”, com a proeza da nota 10, a qual foi agraciada sua companheira por dirigentes da OAB, poderia lhe ajudar em 2012, tampouco contar com suas amizades que pediriam sua cassação.

Chegado 2012, para os que acreditam, segundo calendário Maia o mundo irá acabar, porém, isso pode até não acontecer, mas para Demóstenes se aproximava o fim do mundo que ele tanto amava, cercado de grandes amizades e navegando em águas calmas no Lago Paranoá em Brasília.

Ainda seguro e confiante nos amigos, em março de 2012 ele disse: “Podem me grampear a vontade, não vão encontrar nada, isso não vai me intimidar”. Mal sabia ele que, assim como os bacharéis em direito, que tanto se humilham perante o exame de ordem que ele tanto defendeu, se humilharia perante o plenário do senado implorando perdão.

Em 23 de maio de 2012, subestimando a “maldição do exame de ordem”, ainda Senador, corajosamente disse: “Não faço parte nem compactuo com qualquer esquema ilícito, não integro organização ilegal nem componho nada do gênero”.

E se sentindo intocável, no dia seguinte, continuou com sua hipocrisia, como se os demais senadores fossem ingênuos, dizendo: “Nada fiz para envergonhar o Senado”.

Em 03 de abril desse ano, acreditando piamente que o PMDB o aceitaria diante de tanto perigo que trazia consigo para o partido, dessa vez, sendo ele ingênuo declarou: “Diante do pré-julgamento público que o partido fez, comunico a minha desfiliação do democratas”. Conheceu a solidão.

Em 01 de junho, Demóstenes, Já meio perdido, se sentindo traído por suas grandes amizades, acordando e caindo na real disse: “Compreendo as razões de alguns me evitarem, pois a sanha punitiva crava suas garras até sobre quem estende a mão para me cumprimentar”. Mas já era tarde.

Em 02 de junho, desorientado e sem partido, solitário passou a dar tiros no escuro sem medir consequências dizendo em outra frase do discurso: “A tática dos detratores é implodir, vagarosamente, o edifício da probidade, erguido ao longo de décadas de trabalho, esforço e dedicação.” Como se fosse vítima.

Nesse mesmo dia, parecendo um bacharel em direito após ser reprovado no exame de ordem perante seus familiares e a sociedade, insistindo, na tentativa de ter seu emprego, Demóstenes se humilha perante os senadores e toda a sociedade, tentando convencer a banca do senado e manter seu emprego.   “Aproveito para me desculpar para as senhoras Senadoras e os senhores Senadores que de alguma forma se sentem decepcionados comigo, que tinham de mim uma imagem e ela se dissipo nos 125 dias de noticiário incessante. Peço perdão pelos constrangimentos que por ventura causei.”

Isso sem contar que nesse dia, sentindo na pele o que há anos sentem os bacharéis em direito de todo o país, esses que ele não perdoou na PEC 01/2010, no mesmo discurso disse a seguinte frase: “Minha saga, a cada fim de noite mal dormida, revistas, blogs e tevês os cacos de minha biografia.”

E como se fosse o presidente do Conselho Federal da OAB, em relação aos bacharéis, disse: “Na mídia aparece ofensas, em uma quantidade inédita de aleivosias assacadas à moral de uma pessoa”.

Dois dias depois fazendo novo discurso, sem perceber, em outra frase, mostrou a mesma preocupação que tem o Presidente da OAB, Ophir Cavalcante, no que tange ao projeto de lei do Deputado Eduardo Cunha, que visa acabar com o caça níqueis dizendo: “Há celeridade em jogar para os leões o corpo esquálido que há 125 dias sangra nas manchetes”.

Não podendo mais contar com suas grandes amizades e querendo clarear sua passagem nas belezas ao redor da cachoeira do Lago Paranoá em Brasília, com saco cheio de tanto ouvir as gravações, no dia 05 passado, pediu para que fosse ouvido seu fiel companheiro Carlinhos Cachoeira, em cores e ao vivo. Vejamos: “Está passando da hora de ouvir Carlinhos Cachoeira, não nas escutas gravadas, mas ao vivo. Seria útil para aclarar diversas passagens”

Na certa, parte do discurso feito nesse dia pelo então senador em sua defesa, ficará marcado para sempre na memória dos bacharéis em direito, que solidariamente ficaram tristes ao se lembrarem da PEC 01/2010 e principalmente do julgamento da inconstitucionalidade do exame de ordem no STF em 2011, quando Demóstenes disse: “O relatório analisado pode ser tudo, menos constitucional. Como pode ser considerada constitucional uma apreciação subsidiada em provas em cuja colheita se rasgou a Constituição”.

Mas quando ele disse em 09 de julho: “Essa casa vai votar um projeto de resolução que determina a perda do meu mandato. Se ele for aprovado, será a maior injustiça do Parlamento brasileiro”. Acabou a solidariedade dos bacharéis, pois, ao votar pela rejeição da PEC 01/2010, Demóstenes, massacrou a esperança dessa classe, que sonhava poder trabalhar com dignidade. Isso sim foi a maior injustiça.

Ouvindo-o dizer em plenário: “Será injusto porque é inconstitucional, já que desde o início se desrespeitou o princípio do juiz natural e, agora, se está violando o princípio da ampla defesa”. Mais uma vez tocou o coração dos bacharéis, quem dera o bacharel em direito, ao contrário desse cidadão, ou seja, sendo inocente, tivesse realmente o direito da ampla defesa, pois, é mais fácil esse cidadão ser eleito Presidente da República, que um advogado aceitar a causa de um bacharel para demandar contra a OAB.

Ao dizer: “Agora sobrevivente de uma atrocidade sem precedentes, me sinto mais maduro para legislar”. Ele deveria saber que essa frase cabe perfeitamente ao bacharel em direito, sobrevivente de atrocidade cometida pela OAB, através de seus dirigentes e apto para advogar depois de cinco anos estudando direito.

Um dia antes de ser cassado, 10 de julho, ainda Senador, ele disse:

“Sou a vítima da vez, e isso me custou a paz e a tranquilidade”

Dois dias depois de sua cassação, quinta-feira, 12 de julho de 2012, eu digo:

VÍTIMAS SOMOS NÓS DE BANDIDOS QUE NOS TIRAM A PAZ, A TRANQUILIDADE E O ORGULHO DE SER BRASILEIRO.

Willyan Johnes

Ordem dos Bacharéis do Brasil

Veja frases de Demóstenes Torres, antes e depois da crise.

Fonte

http://noticias.uol.com.br/album/2012/04/03/relembre-frases-marcantes-do-senador-demostenes-torres.htm?abrefoto=9

 

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