Riscos da ansiedade da Geração Y

Riscos da ansiedade da Geração Y
fevereiro 14 12:00 2011 Imprimir este Artigo
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Riscos da ansiedade da Geração Y

Por Marcelo Gonçalves*

A maioria dos gestores atuais não faz parte da Geração Y – formada por pessoas que nasceram entre 1977 e 1994 -, mas toma parte da realidade dos profissionais integrantes deste grupo. O grande desafio é saber como motivar alguém que já chega a um emprego totalmente motivado – característica mais marcante da Geração Y -, mas que às vezes segue para uma nova carreira no primeiro sinal de dificuldade de crescimento.

Vamos entender um pouco o que acontece com essa geração. Lembro que, antes de tentarmos ajudar, temos de compreender o que passa na cabeça de cada um desses jovens, que têm um gigantesco potencial, mas que, em número expressivo, correm um risco muito grande de não desenvolverem sua carreira por excesso de ansiedade.

Por que eles são tão diferentes dos atuais gestores, sendo que estamos falando de pessoas com 20 anos ou menos de diferença de idade? Esses jovens têm uma especial característica, que é o acesso a um volume enorme de informações desde criança. Assim, são mais preparados à realidade, têm e acreditam em seu potencial, mas, infelizmente, alguns deles, depois de três ou quatro meses na empresa, já acham que devem ser promovidos e que possuem mais capacidade e competência do que os atuais gestores.

São jovens que não trabalham apenas pela remuneração, mas, sim, pelos desafios, responsabilidades, possibilidade de gerar resultados, e que desejam tudo isso em muito pouco tempo. Muitas vezes, se não alcançam seus objetivos, culpam a empresa pela insatisfação, e vão em busca de novos desafios.

Temos que entender que os integrantes dessa geração precisam de razões e estímulos para se manter no emprego. Caso isso não ocorra, sua passagem será breve e passível de não produzir um bom desenvolvimento. Trata-se de uma geração que tem em mente o equilíbrio entre a vida pessoal e potencial. Então, por vezes, não aceitam trabalhar mais do que o que julgam necessário.

Não existe uma receita pronta para lidar com esses profissionais, mas se entendermos que eles precisam de desafios constantes, querem ser testados e ter a possibilidade de mostrar sua capacidade, com certeza vamos conseguir motivá-los.

Por outro lado, temos que mostrar que existem fatores que não podem ser ignorados, como é o caso da experiência e do tempo vivido. Aos vinte anos, eu tinha mais dificuldade para entender o que isso significava. Experiência não quer dizer utilizar a mesma solução que foi dada aos problemas no passado, já que as dificuldades e desafios atuais não são os mesmos. Experiência significa ter habilidade e atitude, com base no conhecimento, para resolver os novos problemas com soluções novas.

Para resumirmos o que é necessário fazer para estimular e adequar os profissionais dessa nova geração, torna-se importante entendê-los, respeitá-los, motivá-los e desafiá-los, mas também mostrar-lhes que a experiência, a paciência e a ética continuam a ser de grande importância no desenvolvimento de qualquer profissional, independente da geração em que se enquadre.

Se é que tenho alguma sugestão a dar para essa nova geração, eu diria: acredite no seu potencial, trabalhe com base em metas e objetivos, mas não esqueça que ansiedade e a soberba podem acabar com a carreira de qualquer profissional. Dessa forma, é essencial respeitar a experiência daqueles que estão há mais tempo em atividade, pois um dia o jovem de hoje também será respeitado e admirado no futuro pelos seus resultados e pela experiência adquirida.

*Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO, responsável pela área de training no Brasil.

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