Telefonia e Bancos lideram reclamações

dezembro 03 06:05 2009 Imprimir este Artigo
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Telefonia e Bancos lideram ranking de empresas mais reclamadas
Brasília (MJ) – As empresas de telefonia fixa e móvel, aparelho celular, tv por assinatura e Internet lideram o ranking de reclamações nos Procons de 20 estados e do Distrito Federal. O dado foi divulgado nesta terça-feira (2/12/09) e faz parte do Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas 2009, organizado pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.

Ranking dos fornecedores mais reclamados

 

Posição
Fornecedor
Atendidas
Não Atendidas
Total de Reclamações
Quantidade
%
Quantidade
%
OI / BRASIL TELECOM
3.164
53,0%
2.802
47,0%
5.966
ITAÚ / UNIBANCO
2.797
64,2%
1.563
35,8%
4.360
NOKIA
3.080
85,6%
518
14,4%
3.598
SONY ERICSSON
2.763
78,4%
763
21,6%
3.526
TIM
1.403
59,0%
973
41,0%
2.376
LG
2.173
93,3%
155
6,7%
2.328
CLARO
1.180
52,2%
1.079
47,8%
2.259
SAMSUNG
1.805
82,0%
397
18,0%
2.202
VIVO
1.510
74,6%
513
25,4%
2.023
10º
AMERICANAS
1.117
65,8%
580
34,2%
1.697
11º
BRADESCO
904
60,3%
595
39,7%
1.499
12º
CITIBANK
830
63,3%
482
36,7%
1.312
13º
IBIBANK
766
64,0%
431
36,0%
1.197
14º
BANCO DO BRASIL
736
63,0%
433
37,0%
1.169
15º
GRADIENTE
467
42,6%
630
57,4%
1.097
16º
C&A
845
77,5%
246
22,5%
1.091
17º
RICARDO ELETRO
905
84,4%
167
15,6%
1.072
18º
MOTOROLA
655
68,2%
306
31,8%
961
19º
CARREFOUR
657
71,4%
263
28,6%
920
20º
EMBRATEL
701
83,3%
141
16,7%
842
21º
CELL SHOP
510
65,0%
275
35,0%
785
22º
BANCO BMG
456
58,8%
320
41,2%
776
23º
STARCELL
606
78,3%
168
21,7%
774
24º
LOJAS INSINUANTE
652
84,2%
122
15,8%
774
25º
PONTO FRIO
481
64,0%
270
36,0%
751
26º
WALL MART
563
79,2%
148
20,8%
711
27º
BENQ-SIEMENS
173
24,4%
535
75,6%
708
28º
SANTANDER / REAL
315
46,5%
362
53,5%
677
29º
BANCO PANAMERICANO
263
39,8%
398
60,2%
661
30º
CASAS BAHIA
536
83,8%
104
16,2%
640

* Fornecedores pertencentes ao mesmo grupo econômico foram agrupados
Confira aqui a apresentação do Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas

O cadastro apresenta a quantidade de reclamações resolvidas, as não atendidas e o total de demandas dos consumidores em números absolutos e percentuais. Em 2009, os Procons fizeram mais de 714 mil atendimentos, dos quais 104 mil se transformaram em reclamações. Dessas queixas registradas, 70% foram resolvidas e 30% não foram atendidas.

O setor de telecomunicações, líder em reclamações, ficou com 39,4% das demandas. A OI/Brasil Telecom teve o maior número (5.966), seguida pela Nokia (3.598), Sony Erricson (3.526), TIM (2.376), LG (2.328), Claro (2.259), Samsung (2.202) e Vivo (2.023) – totalizando mais de 20 mil queixas de consumidores.

O segundo setor mais demandado nos Procons em 2009 foi o sistema financeiro – bancos, cartões de lojas e de crédito e financeiras – que somaram 21% das reclamações. Neste ramo de atuação, a lista é liderada pelo Itaú/Unibanco (4.360), Bradesco (1.499), Citibank (1.312), IBIBank (1.197) e Banco do Brasil (1.169).

O diretor de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita, ressaltou que o Cadastro Nacional tem duas utilizações: garantir a liberdade de escolha dos consumidores e auxiliar o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) a verificar quais são os setores que recebem mais reclamações. “O consumidor precisa saber quais empresas estão realmente preocupadas com a relação de consumo e com o serviço ou produto oferecido aos clientes”, disse.

Em janeiro, o Ministério da Justiça deve divulgar um relatório analítico do Cadastro Nacional e convocará os setores com a maior quantidade de queixas. “É importante que eles (empresas) venham e possam informar à sociedade as providências que adotaram para diminuir as reclamações e respeitar os consumidores”, explicou Morishita.

Reforço no cadastro

No evento de lançamento dos dados sobre reclamações, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) assinou acordo de cooperação com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) para que, em 2010, o Cadastro Nacional traga informações sobre empresas multadas por condutas anticompetitivas e por infração à ordem econômica já que essas práticas também lesam os consumidores.

“Quando mercado e opções de escolha dos consumidores são restritas a preços semelhantes ou iguais, quem perde é o cliente. Divulgar a lista das empresas que agem dessa forma é garantir acesso à informação e a oportunidade do consumidor escolher melhor seus fornecedores”, afirmou Arthur Badin, presidente do CADE.

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