Vício e dependência atingem agressivamente todas as classes sociais

Vício e dependência atingem agressivamente todas as classes sociais
fevereiro 03 16:27 2012 Imprimir este Artigo
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*Conceição Cinti
** Mariana Cury Bunduky
**** Natália Macedo

O Preconceito na família existe, e muitas vezes é tão severo quanto o preconceito da sociedade civil. Poderíamos até dizer que o preconceito dentro de casa se constitui o primeiro obstáculo a ser vencido para que o dependente tenha acesso à sua restauração. É exatamente ele quem vai retardar as primeiras providências a serem tomadas pela família a favor do dependente.

Nas famílias de classe média e média alta, a mãe é quase sempre a 1ª pessoa a tomar ciência dos fatos. Porém, na maioria das vezes, até que ela dê inicio aos procedimentos necessários ao acolhimento e tratamento do filho/adicto, leva algum tempo. Tempo que depende muito do grau de informação e da autonomia que essa mãe exerce dentro da família.

O pai, em geral, finge ignorar o problema. Usa de todos os subterfúgios para evitar ser comunicado oficialmente, pois não quer se posicionar. Na verdade, esse pai deseja mesmo é se safar do incomodo de dar satisfações aos “amigos” sobre um assunto do qual ele mesmo tem preconceito e não sabe ainda como lidar. Constrangido, necessita de um tempo para começar a cooperar e assumir sua posição como pai de um dependente.

Também é mais comum do que se possa imaginar que os demais membros da família, com mais frequência os irmãos que não tem problemas dessa ordem, e são pessoas bem sucedidas, egoístas e preconceituosas, a principio, ficam revoltados, exercendo pressão sobre a mãe, contribuindo também para adiar o atendimento ao dependente.

Como foi dito, é sobre a pessoa da mãe que pesa a maior responsabilidade. É ela quem, na maioria das vezes, irá decidir e escolher onde e como tratar o filho (a). Acompanhe essa trajetória. Ela traz esclarecimentos preciosos!

* Conceição Cinti – Advogada. Educadora. Especialista em dependentes de substâncias psicoativas. Com experiência de mais de 27 anos no tratamento de dependentes
** Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes (IPC-LFG)
*** Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes (IPC-LFG)

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