Wagner e a greve na polícia

Wagner e a greve na polícia
fevereiro 08 18:25 2012 Imprimir este Artigo
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Antonio Lins, poeta e jornalista.alins@uol.com.br

Apoiador ostensivo de motins de policiais militares quando foi de sua conveniência política no tempo em que se opunha ao governo da época, o PT, agora com a obrigação de governar, tem dificuldades para enfrentar a greve dos policiais e suas dramáticas conseqüências para a cidade do Salvador. Mais do que isso, começa a recear que, diante de sua incapacidade para resolver a rebelião, o movimento se estenda para outros Estados, forçando-o a coletar, no governo, o que tanto plantou quando na oposição. Segundo o diretor da Federação Nacional de Oficiais e Militares, “a tropa aderiu ao movimento porque está insatisfeita com um governo que não a ouve e que não trata os policiais como trabalhadores”.

Não é apenas o governo Wagner, apoiador da greve da mesma PM há dez anos, quando era oposição, que não ouve a tropa. Há insatisfação entre policiais militares em outros Estados pelo mesmo motivo.

Segundo o planalto, o descontentamento dos policiais tem sido estimulado pela suspensão da tramitação, no Congresso, da Proposta de Emenda Constitucional 300, que estabelece o piso nacional para policiais militares, em aproximadamente 4,5 mil reais, valor que o governo federal rejeita, enquanto o Superior Tribunal de Justiça consumiu, ao longo de 2011, 451 milhões de reais com salários, pagando aos seus 31 ministros, quase Três milhões de reais em vantagens e benefícios.

O forte e ostensivo apoio de Dilma a Wagner, com o despacho de três mil militares e 450 policiais da força Nacional, além de helicópteros, carros blindados e aviões de guerra para envio das tropas, indica que o Planalto identificou o grave risco de o movimento baiano se expandir País afora.

A crise baiana mostrou, também, o quanto uma greve de lidadores armados, ou melhor, motim, prejudica uma cidade que costuma receber milhares de turistas nesta época do ano, para os festejos momescos. Muita gente, receosa, em razão da violência que se espalhou como rastilho de pólvora pelas ruas abandonadas e sujas da cidade, está cancelando suas viagens, causando estragos relevantes em todos os setores da economia baiana.

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