Neonazistas se misturam ao Pegida

Neonazistas se misturam ao Pegida
janeiro 26 14:43 2015 Imprimir este Artigo
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Grupos extremistas têm se juntado aos protestos do movimento “anti-islamização” pela Alemanha. Descontentamento com a política, rejeição ao islã e preconceito racial unem manifestantes e radicais, aponta pesquisa.
Em meio às manifestações semanais do movimento Pegida (sigla em alemão para “Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente), neonazistas gritam frases como: “quem não ama a Alemanha deve deixar a Alemanha”. Outros tantos cidadãos comuns engrossam o coro entusiasmado, e ninguém parece se incomodar com a presença dos radicais.

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Há algumas semanas, redes neonazistas e representantes de partidos de extrema-direita bem organizadas têm estabelecido o seu próprio bloco dentro das marchas semanais do Pegida, que tiveram início em outubro do ano passado.

O fenômeno se repete nas marchas do movimento em várias cidades. No norte da Alemanha, a liderança do ultradireitista Partido Nacional Democrático da Alemanha (NPD) participa das manifestações. Em Berlim, os radicais marcham com símbolos nazistas nas roupas, expondo claramente a sua ideologia.

No epicentro dos protestos, Dresden, integrantes de grupos de hooligans de extrema-direita têm servido como líderes, e nenhum dos organizadores do movimento parece ter objeção quanto à participação deles.

Um dos radicais que se uniu às marchas do Pegida é André E. Desde 2013, ele está sendo processado sob a acusação de colaborar com o grupo terrorista de extrema direita Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU, na siga em alemão), juntamente com Beate Zschäpe. O ódio aos muçulmanos e imigrantes em geral os teria unido.

Em meados de janeiro, logo após uma audiência do julgamento do NSU em Munique, André e companheiros da cena neonazista da Baviera se juntaram a uma manifestação do Pegida.

Uma pesquisa da Universidade Técnica de Dresden aponta a existência de convicções semelhantes entre neonazistas e participantes das manifestações do Pegida: descontentamento geral com a política, rejeição ao islã e preconceito racial. E a cena radical de direita vem tentando usar isso em seu favor.

Entretanto, a aliança com a classe média é frágil, pois a maioria dos apoiadores do Pegida rejeita o uso da violência como meio político. E essa continua sendo a principal característica dos grupos neonazistas.

Imagens: Reuters
Fonte: O POVO

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