Transnístria: próximo alvo de Putin

Transnístria: próximo alvo de Putin
março 28 19:14 2014 Imprimir este Artigo
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Vimos na última terça-feira, 25, que o G8 decidiu não aplicar novas sanções à Rússia, além da suspensão da reunião prevista para ocorrer em Sochi.

Segundo o professor de direito internacional da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fernando Kuyven, “isso reitera a clara incapacidade ocidental de articulação e seu desinteresse em realmente sancionar a Rússia, importante parceiro econômico e aliado na luta contra os islamistas radicais que ameaçam a Europa e os EUA, além de revelar, ainda, preocupações com a possibilidade de Moscou recuar nas negociações nucleares com o Irã e a guerra civil na Síria. Ao impasse político ocidental, Moscou responde com medidas concretas”.

As forças da OTAN constataram nos últimos dois dias uma importante mobilização de soldados russos localizados na Transnístria, região que se autodeclarou independente da Moldávia em 1990, e que assim continua em razão do apoio militar russo.

Essa secessão foi confirmada, em 2006, por um referendo local apoiado pela Rússia, sem fiscais internacionais e num contexto de ocupação e propaganda pró-russa, como ocorreu na Criméia.

“Com a aprovação pelo parlamento russo de uma legislação que permite a incorporação de territórios estrangeiros que manifestem a vontade de pertencer à Rússia, como a Criméia, a anexação da Transnístria parece ser uma questão de tempo. Esta região, que também fala russo e é historicamente ligada à Ucrânia, pode ser a chave para desestabilizar definitivamente o sudeste ucraniano em favor da Rússia”, aposta o professor.

Fernando Kuyven é professor de Direito Internacional do Mackenzie.

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