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O que o Facebook ensinou ao Orkut

O que o Facebook ensinou ao Orkut (e o que a gente tem a ver com isso)

* Por Marina Frederico

Sim, o Facebook já não é nenhuma novidade faz tempo. Twitter, Ustream, Blip, Foursquare… já existem várias redes sociais que mereceriam ser comentadas por aqui.

Mas, apesar de falar sobre comunidades online, esse artigo não é sobre mídia social. É uma análise, quase um manifesto, sobre como um site pode e deve se relacionar com o seu público de uma forma muito mais amigável, relevante e inteligente, baseado no exemplo do Facebook.

Facebook e Orkut, duas redes sociais que rivalizam aqui no Brasil, surgiram no início de 2004 nos EUA, inicialmente destinadas a um público restrito e depois se tornaram públicas. Quem primeiro percebeu a bobagem da restrição foi o Facebook. Hoje com mais de 250 milhões de usuários, ele é o segundo site mais acessado do mundo, informa o alexa.com – isto significa que, se a população mundial gira em torno de 6,6 bilhões, uma em cada 26,4 pessoas tem Facebook.

O Orkut, com seus honráveis 35 milhões de usuários, é o segundo mais acessado do Brasil, mas, no ranking mundial, aparece na posição 128. E, segundo especialistas, deve perder a posição de queridinho por aqui em 2010.

Visualmente, hoje, a discrepância entre os dois sites já diminuiu bastante, mas a verdade é que o Facebook continua mais clean e fácil de navegar. Usando basicamente as cores branco, azul e tons de cinza, é muito fácil encontrar o que você quer no Facebook. O site não grita, não dá a si mesmo mais importância do que aquilo que realmente interessa ao usuário – o conteúdo gerado por ele mesmo e seus amigos. Existem muitas possibilidades de interação: status, chat, aplicativos, etc, mas todos visualmente integrados e totalmente alinhados com o conceito “less is more”, o que mantém a página extremamente limpa.

No Orkut, apesar de todas as modificações sofridas, ainda é cansativo navegar, além das opções de interação disponíveis estarem em conflito de hierarquia – e muitas vezes são opções que não interessam ao usuário – você é invadido o tempo todo por spams, links suspeitos e peças de publicidade nada discretas, o que contribui para a poluição visual.

No Facebook, até a publicidade parece se integrar ao conteúdo e é realmente selecionada de acordo com seu perfil. Apesar de ser mais aberto, e ter maior alcance, ele é conhecido por preservar melhor a privacidade dos usuários – quem não é seu amigo, não tem acesso ao seu perfil. O Facebook também foi pioneiro na integração com sites como Twitter, Youtube e aplicativos que podem ser criados pelos próprios usuários.

Só para lembrar, a palavra Facebook remete ao livro que os estudantes americanos fazem com fotos de seus amigos no final de cada ano letivo; Orkut é o sobrenome do criador dessa rede. Faz sentido quando percebemos que, por princípio, a própria página inicial do usuário no Facebook traz um mix das atualizações dos seus amigos, enquanto no Orkut, por muito tempo, o destaque maior era para a sua própria descrição de perfil – que muitos usuários transformavam em chatíssimas bíblias de auto-análise e desabafo.

E então, o que aprendemos? Não importa se o site é de sua empresa ou uma rede social. É bom compartilhar, e importante alcançar um público amplo e irrestrito. O design do seu site comunica uma identidade, por isso, cuidado com o exagero. Layouts rebuscados só funcionam em sites em que o usuário passa muito pouco tempo, ou então você cansa seu visitante. Ofereça conteúdo relevante, integrado, não incomode quem não quer ser incomodado. Você deve falar bem de quem está te lendo, não de você mesmo.

Siga o mantra da internet 2.0: participate, personalize, share, embeed. Ou, resumindo, seja legal e deixe que os outros falem bem de você.

Geek? Tweet? Aplicativo? Embeed? Está se sentindo um alienígena social? Não entendeu lhufas? www.wikidigi.com.br

Fonte:
Marina Frederico é gestora de criação da DigiPronto – agência com 10 de experiência em criação de ações online, e atende clientes como Bertin, Bayer, CB Richard Elis, Avaya, Continental Pneus, entre outros.

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