Indenizações na área médica podem ser evitadas com prevenção

Publicado por: redação
22/04/2015 02:36 AM
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Nos últimos anos assistimos à escalada de denúncias junto aos Conselhos de Medicina e também de processos no Poder Judiciário buscando indenizações por supostos erros profissionais cometidos por médicos brasileiros. Segundo Mauro Scheer Luís, sócio de Scheer & Advogados Associados, nem sempre o processo é ajuizado em razão de um erro realmente cometido pelo profissional.
De acordo com o advogado, que é especialista em direito empresarial e tem se dedicado nos últimos anos à defesa de médicos, hospitais e planos de saúde, outros fatores - emocionais, culturais e procedimentais - têm feito com que o número de queixas aumente substancialmente.
“Hoje em dia é extremamente comum que o paciente faça uma consulta nos buscadores de internet sobre determinado assunto médico e, por não ter experiência no assunto, acaba concluindo precipitada e erroneamente sobre a ocorrência de um erro profissional que no mais das vezes não existiu”, explica Scheer.
O advogado diz ainda que “às vezes um tratamento mais ríspido e frio, por parte do médico, causa uma má impressão ao paciente, prejudicando a relação de confiança entre os dois, o que acaba por piorar o quadro e gerar intenção de retaliação (que muitas vezes é corporificada por um processo)”.
Já a documentação médica, inclusive do prontuário, é em geral muito deficiente. “Há um grande número de casos em que o prontuário contém informação deficiente. Já me deparei com casos em que profissionais de saúde “discutem” no próprio prontuário sobre qual seria a melhor indicação para o caso, afirma”.
O advogado ainda salienta que para defesa das instituições médicas e dos próprios profissionais de medicina é muito importante focar primeiramente num trabalho preventivo (treinamento) de atendimento humanizado, atendimento a queixas dentro de um SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor – com no mínimo duas instâncias, além de treinamento intensivo sobre o uso correto da documentação técnica.
“É inegável, entretanto, que em alguns casos há sim a ocorrência de erro profissional, gerando a necessidade de indenização”, finaliza Scheer.

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