Por que é tão difícil ser aprovado em concurso público?

Publicado por: redação
19/10/2011 09:46 AM
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A aprovação em um concurso público é a realização para milhares de brasileiros. Exemplo disso é que, só no primeiro bimestre de 2010, o governo federal contratou 7.796 novos servidores, número que ultrapassa o registrado durante todo o ano de 2003 (7.220), segundo boletim estatístico do Ministério do Planejamento. As ocupações e salários existentes no serviço público variam de acordo com o nível de escolaridade exigido para o desempenho do cargo – para aqueles cuja exigência é nível médio, os salários podem atingir R$ 2 mil; enquanto que para cargos com exigência de nível superior, as remunerações passam dos R$7 mil.

Entretanto, conseguir aprovação nos concursos públicos requer muita dedicação, muito estudo e a superação de desafios. Segundo a Dra. Gisele Friso, advogada e consultora jurídica na G.Friso Consultoria Jurídica, especializada em Direito do Consumidor e Direito Eletrônico, nos concursos públicos em carreiras jurídicas de primeira linha, como magistratura, ministério público, defensorias, procuradorias, delegado de polícia, dentre outras, o número excessivo de matérias cobradas nas provas, assim como o nível de conhecimento, são as principais dificuldades para o candidato.

“O nível de exigência está cada vez maior. Há concursos em que sobram vagas, pois o número de candidatos suficientemente preparados para aquele concurso, de acordo com as exigências, foi inferior ao número de vagas. Isso gera a sensação no candidato de ter sido derrotado por ele mesmo. Há pessoas que estudam oito horas por dia durante três anos e estão começando a passar para as segunda e terceira fases desses concursos”, avalia a advogada.

Segundo ela, esta exigência é justificada pelo fato de que a busca por um emprego ou cargo público no Brasil é grande, pois, hoje, trabalhar para o Estado é atrativo, principalmente pelos altos vencimentos iniciais e pela estabilidade que se tem nessas carreiras. “Com um volume de candidatos muito grande - alguns desses concursos de primeira linha chegam a ter 15.000 para 200 vagas - é natural que o nível de exigência seja maior.”

Além disso, os concursos exigem disponibilidade de tempo e de recursos financeiros para a dedicação exclusiva aos estudos, dificultando as chances daqueles que precisam trabalhar ou que não têm a oportunidade financeira de pagar um curso preparatório. “É possível conciliar o emprego aos estudos, porém, muitos acabam desistindo em função do cansaço e até por conta do fator psicológico, já que o processo todo gera muita ansiedade no candidato, pois não há uma data final prevista. Não é como um curso superior, um mestrado ou um doutorado. Estudar para concurso público é um investimento a longo prazo, porém, sem data certa para término”, pondera a advogada.

Em relação às fases mais difíceis do concurso, Dra. Gisele acredita ser relativo. “Alguns acham que a pior fase é a primeira, chamada de objetiva, composta pela prova de múltipla escolha, por se tratar de uma prova em que o candidato não pode argumentar, além de ter muitas ‘pegadinhas’. Outros temem a segunda fase, chamada de subjetiva, que consiste em provas dissertativas, justamente pelo nível de exigência e cobrança. No entanto, a fase mais temida pela maioria dos ‘concurseiros’ é a fase oral, pois o candidato é questionado por uma banca examinadora, o que gera muita ansiedade”, diz a advogada.

Para Dra. Gisele, o ideal é aliar a determinação à organização e disciplina. A dica da advogada é estabelecer uma sistemática de estudos que se encaixe a rotina do candidato. “Cada um tem seu método. Já vi alunos que estudam em voz alta e gravam para, depois, escutarem no caminho para o trabalho, por exemplo. Ou ainda aqueles que fazem resumos ou simulações de provas.” Mas, independentemente da forma de estudar, a advogada ressalta que o importante é sempre revisar o que se estudou, até se certificar que todo o conteúdo foi assimilado. Segundo ela, este é um ponto comum entre todos os candidatos que obtiveram sucesso em concursos.

Sobre a G.Friso Consultoria Jurídica

A G.Friso Consultoria Jurídica é especializada nas áreas de Direito do Consumidor e Direito Eletrônico, oferecendo suporte e soluções a pessoas físicas e jurídicas. À frente da Consultoria está a Dra. Gisele de Lourdes Friso, advogada especializada em Direito do Consumidor. É professora convidada da ESA - Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil.

Em 2007, lançou o livro "Código de Defesa do Consumidor Comentado", obra que comenta todos os artigos do Código de Defesa do Consumidor e jurisprudências correlatas, além de conter peças práticas e legislação extravagante. Já em 2008, lançou o Livro "Exame de Ordem e Concursos Públicos", em co-autoria. A advogada é também Coordenadora da Comissão de Direito do Consumidor da OAB de Santo Amaro e membro da Comissão do Advogado Professor da OAB Central.

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