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Artigo estuda formação nas escolas policiais militares do Brasil

Texto toma como base teoria formulada por Theodor Adorno

O artigo ‘POLÍCIA E DIREITOS HUMANOS: A RESPONSABILIDADE DAS ESCOLAS Uma análise cotejada comTheodor Adorno’, de Luiz Eduardo Pesce de ARRUDA, foi publicado na LEVS – Revista do Laboratório de Estudos da Violência e Segurança da Unesp de Marília.

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Artigo publicado na revista LEVS da Unesp pesquisa formação nas escolas policiais militares do Brasil
http://podcast.unesp.br/radiorelease-09012014-artigo-publicado-na-revista-levs-da-unesp-estuda-formacao-nas-escolas-policiais-militares-do-brasil

Resumo
O presente artigo analisa a formação policial, com ênfase nas escolas policiais militares do Brasil, à luz da teoria formulada por Theodor Adorno em seu artigo clássico “Educação após Auschwitz”.

Ressalta que o uso de força letal pela polícia é muitas vezes legitimado por governantes, políticos e pela mídia, mas se constitui, em paradoxo, no principal argumento invocado pelos defensores da desmilitarização as instituições policiais.

Trata dos processos seletivos e da complexa mudança de conduta que se impõe à Escola que, em curto prazo, precisa transformar o quase adolescente, com valores adquiridos em sua família e sua comunidade e norteados pelo senso comum, em autoridade pública.

Fala sobre a arquitetura das escolas policiais, o ambiente de formação, a necessidade da eliminação de símbolos bélicos e sua substituição por símbolos que exaltem o serviço, a defesa da vida, da integridade física e da dignidade das pessoas.

Aborda a necessidade de reforçar no aluno a coragem para opor-se a ordens manifestamente ilegais, que violem direitos humanos fundamentais, o que se obtém pelo respeito e preservação da dignidade do aluno e de seus direitos e pelo repúdio dos formadores à despersonalização do instruendo, a perda da própria identidade e a submissão do aluno a humilhações e constrangimentos.

Aborda a necessidade de mudanças nos currículos de formação, focando-o nas ciências humanas, no cuidado da vítima, na compreensão do universo do adolescente e jovem adulto em conflito com a lei e na abordagem transversal e prevalente dos direitos humanos.

Defende a reformulação do corpo docente das escolas de polícia, reduzindo a endogenia e estimulando a pluralidade, como corolário de que a sociedade é marcada pelas contradições e pela diversidade.

Reflete sobre a tecnologia e a necessidade de fazer dela uma ferramenta, e não finalidade em si mesma.

Trata do cuidado com a integridade física e psicológica do aluno, da progressividade do ensino e, por derradeiro, da nobreza da missão de formar policiais, orientando sua vocação, seus talentos e inteligência a serviço da vida.

O autor
Luiz Eduardo Pesce de Arruda é professor universitário, Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo CAES/PM, coronel da reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo, especialista em liberdades públicas e segurança interior (École Nationale d’Administration– ENA – Paris). Comandou a Escola Superior de Soldados e foi Diretor de Ensino e Cultura da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Artigo completo disponível em
http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/levs/article/viewFile/3473/2690

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