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Quando a renda é o que importa

Durante a infância e parte da adolescência, somos todos dependentes. Na fase adulta, passamos a ter os nossos próprios dependentes e depois, com a idade avançando, pouco a pouco vamos, de alguma forma, novamente nos tornando dependentes, mas desta vez, dos que um dia dependeram de nós

Por José Eduardo Toledo de Abreu Filho

Durante a infância e parte da adolescência, somos todos dependentes. Na fase adulta, passamos a ter os nossos próprios dependentes e depois, com a idade avançando, pouco a pouco vamos, de alguma forma, novamente nos tornando dependentes, mas desta vez, dos que um dia dependeram de nós.

Ao ler o artigo “Por dignidade na velhice”, assinado por Everson Oppermann, diretor da FENAPREVI, e publicado em alguns veículos de comunicação, me chamou a atenção a lucidez do texto. Principalmente quando expõe com realismo o que vem acontecendo com uma grande parcela da nossa sociedade que passou a vida — pelo menos quem teve condições de acumular algum patrimônio — achando que estaria segura quanto mais imóveis tivesse no decorrer da sua existência. Esqueceu que não são os bens que fazem a diferença. O que irá proporcionar a verdadeira liberdade e permitir que cada um seja dono do seu destino é a renda a ser criada para ser incondicionalmente usufruída. Só a posse do imóvel não garante a renda.

Segundo Oppermann, “é triste, é forte, e talvez até ofensivo, mas deve-se admitir, sem hipocrisias, que velhinhos com muito patrimônio terão sua morte esperada por herdeiros. Velhinhos com renda, por sua vez, serão sempre bem cuidados porque, se morrerem, vai-se a sua renda, da qual muitos podem depender”.

Muitos já ouviram algum comentário sobre um idoso que tem “uma saúde irritante”. Quem nunca soube de histórias sobre velhinhos abandonados pelos familiares em casas de repouso ou asilos?

Essa é uma realidade que se aproxima de todos nós. A velhice não é a melhor idade.  A única garantia que podemos ter de que ela será digna é a de dependermos financeiramente de ninguém. Infelizmente, para um número considerável de pessoas receber aposentadoria só através do INSS não lhes permite a mencionada dignidade.

Para os que estão na vida profissional ativa nunca é tarde e, muito menos, cedo demais para se começar a planejar o tempo do merecido repouso. Este vai ser infinitamente melhor se a questão financeira estiver garantida.

Hoje faço parte de um pequeno grupo que trabalha para o futuro de muitos. Por si, isso já é muito gratificante.
*José Eduardo Toledo de Abreu Filho é da Plena Consultoria de Investimentos, sendo o economista responsável perante o Conselho Regional de Economia (CORECON/SP) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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