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Levantamento inédito traz ranking das melhores e piores calçadas do Brasil

No levantamento foram observados os seguintes itens, atribuindo-se notas de zero a dez para cada um deles: irregularidades no piso, largura mínima de 1,20 m, conforme norma ABNT, degraus que dificultam a circulação, outros obstáculos, como postes, telefones públicos, lixeiras, bancas de ambulantes e de jornais, entulhos etc, existência de rampas de acessibilidade, iluminação adequada da calçada, sinalização para pedestres, paisagismo para proteção e conforto.

Estudo do Mobilize Brasil aponta condições das calçadas em 12 capitais, entre elas, Salvador. Avaliação levou em conta itens como largura do piso, acessibilidade, existência de obstáculos, iluminação e sinalização. O estudo é a primeira ação da campanha Calçadas do Brasil.

O Mobilize Brasil, movimento em prol da mobilidade urbana sustentável, lança nesta quinta-feira, 26 de abril, levantamento inédito sobre as condições das calçadas em pontos-chave de doze capitais do país. São elas: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), São Paulo, Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Brasília (DF), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Natal (RN), Recife (PE) e Manaus (AM).

Para a composição do Levantamento Calçadas do Brasil, foram escolhidas ruas e áreas com alta circulação de pedestres, como estações de transportes, proximidades de hospitais e ruas comerciais. As áreas avaliadas são todas de urbanização antiga, superior a 50 anos, e já passaram por processos de renovação de infraestrutura.

O estudo, realizado entre fevereiro e abril, é o pontapé inicial da campanha Calçadas do Brasil, iniciativa do Mobilize para estimular a melhoria das calçadas de todo o país.

Coordenador do levantamento, Marcos de Sousa explica que calçadas de boa qualidade são um equipamento fundamental para a mobilidade urbana sustentável. Dados do IBGE (2010) mostram que no Brasil cerca de 30% das viagens cotidianas são realizadas a pé, principalmente em função do alto custo do transporte público. “Além da importância para o transporte, as calçadas funcionam também como um sensor da qualidade de urbanização de uma cidade. Alguns pensadores afirmam que se pode medir o nível de civilização de um povo pela qualidade das calçadas de suas cidades. E há quem diga que as calçadas são melhor indicador de desenvolvimento humano do que o próprio IDH”, diz.

No levantamento foram observados os seguintes itens, atribuindo-se notas de zero a dez para cada um deles: irregularidades no piso, largura mínima de 1,20 m, conforme norma ABNT, degraus que dificultam a circulação, outros obstáculos, como postes, telefones públicos, lixeiras, bancas de ambulantes e de jornais, entulhos etc, existência de rampas de acessibilidade, iluminação adequada da calçada, sinalização para pedestres, paisagismo para proteção e conforto.

Outros indicadores de conforto para o pedestre, como o nível de ruído e a poluição atmosférica, não foram considerados, pois exigiriam ferramental técnico não disponível. O levantamento procurou coletar dados observáveis por qualquer pessoa que caminhe pelo o ambiente urbano. O mesmo formulário usado pela equipe do Mobilize Brasil estará disponível para o público, que poderá avaliar as calçadas de outras cidades e publicar os resultados no portal: www.mobilize.org.br. No site também estarão disponíveis informações úteis sobre normas e leis, manuais e guias, entre outras.

Apresentação do levantamento Calçadas do Brasil
Data: 26 de abril, quinta-feira
Horário: 11h
Local: Rua Barão de Suruí, 143, Campo Belo – São Paulo-SP

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