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Sindicato dos Médicos de São Paulo se prepara para mobilizações em abril

Em reunião realizada pela Comissão Nacional Pró-SUS, no mês de janeiro, foi aprovado o indicativo de protesto dos médicos, tendo a semana do dia 7 de abril (Dia Mundial da Saúde) como referência para o início das mobilizações. Para o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e avaliação geral do movimento, permanece o descontentamento com as condições de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS), com o subfinanciamento do setor e com o desrespeito do Governo Federal com a classe. Entre as reivindicações, estão a melhora do financiamento do SUS, com a aprovação do Projeto de Lei de iniciativa popular que vincula 10% da receita bruta da União para a saúde (Saúde+10) e a criação da Carreira de Estado para o médico e outros profissionais.

O presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, acredita que o sucateamento da saúde pública não se dá apenas por leitos vazios e falta de médicos gerada por baixos salários. “Faltam recursos básicos, como diversos tipos de insumos, materiais, instrumentos, aparelhos para exames, membros da equipe multidisciplinar (enfermeiros, auxiliares e outros profissionais), plano de carreira adequado e, principalmente, uma determinação política por parte do governo que encare a saúde como prioridade”.

Ainda de acordo com Carvalhaes, o SUS é hoje a única opção de atendimento para 145 milhões de pessoas, além de ser referência em atendimentos de alta complexidade como no tratamento do câncer e de coração; e um dos maiores sistemas públicos em transplante do mundo. “Precisamos do apoio da população nesta luta por um SUS que esteja efetivamente ao alcance de todos.”

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