Esquerda caviar

Publicado por: redação
04/02/2014 01:25 AM
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Luiz Holanda
O desembargador Rogério Medeiros Garcia Lima, de Belo Horizonte, enviou ao jornal Folha de São Paulo uma carta narrando o episódio em que três indivíduos, apresentando-se como defensores dos direitos humanos, exigiam a libertação de três menores delinquentes, recolhidos ao xadrez por ordem sua. Na época, o desembargador exercia a função de juiz da infância, na cidade de Montes Claros.
Esses indivíduos, ao exigirem do magistrado a libertação dos menores, o fizeram ameaçando denunciá-lo à imprensa, à corregedoria de justiça e até à ONU, caso ele se recusasse a soltá-los. O juiz, então, pediu-lhes que, em vez de ameaçá-lo, cada um deles adotasse um dos menores infratores, responsabilizando-se por sua manutenção, educação e ressocialização.
Ao chamar o escrivão para lavrar os termos de guarda dos menores, os supostos defensores dos direitos humanos saíram em disparada, sem fazer qualquer comentário e sem ameaçar o magistrado, que, surpreso, exclamou: “É assim que funciona a esquerda caviar”. Essa expressão, que é um neologismo político da década de 1980, oriunda da língua francesa (gauche caviar), é utilizada, de forma pejorativa, para descrever os socialistas de araque, que se beneficiam do sistema capitalista para levar uma vida de luxo e glamour. O jornalista Mino Carta, defensor do governo Dilma Roussef e eterno crítico da revista Veja e do que ele chama de Casa Grande e Senzala, define a esquerda caviar como “representantes do chique radical”.
Essa gente, que gosta de aparecer diante das câmeras de TVs bradando contra a violação dos direitos dos menores delinquentes, jamais defendeu qualquer vítima inocente, muitas delas barbaramente assassinadas por esses marginais. Os crimes praticados por menores e denunciados pela imprensa, de tão comuns, já não causam nenhum impacto. O caso do menino que ia completar seis anos, morto por esses marginais com um tiro na cabeça porque estava chorando, foi apenas mais um, entre tantos. Não comoveu ninguém.
A garota Ana Cláudia, também com seis anos de idade, morreu queimada dentro de um ônibus, em São Luiz do Maranhão, incendiado por menores por ordem dos chefes das gangs, presos na Penitenciária das Pedrinhas. Até hoje ninguém viu qualquer manifestação da esquerda caviar em defesa dessa vítima inocente. O que essa esquerda devia fazer - já que se identifica tanto com menores criminosos-, era tê-los sob sua guarda e custódia, pois só assim poderia lhes proporcionar o caviar necessário para que não cometessem mais qualquer crime.
Luiz Holanda é advogado, professor universitário e conselheiro do Tribunal de Ética e disciplina da OAB/BA.

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